Curiosidades sobre Imunização e Vacinas – Centro De Vacinas Uberlândia

Curiosidades sobre Imunização e Vacinas

Centro de Vacinas de Uberlândia atua no serviço de fornecimento e aplicação de vacinas e no tratamento de Imunoterapias. Faixa etária engloba recém-nascidos, crianças, adultos, idosos e gestantes. Visto a importância da vacinação para garantir ao indivíduo uma imunogenicidade (a capacidade de induzi e reagir a uma resposta imunológica detectável) efetiva para prevenção de doenças, erradicação de doenças, transmissão de doenças e evitando complicações que pode levar a morte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que de 2 a 3 milhões de mortes a cada ano sejam evitadas pela vacinação e garante ser a imunização um dos investimentos em saúde que oferecem o melhor custo-efetividade para as nações. Isso significa que as vacinas possibilitam excelente resultado de prevenção a baixo custo, quando comparadas com outras medidas, o que é muito importante, principalmente nos países sem condições adequadas para realizar diagnóstico e tratamento de doenças.

 

Para proteger nossa saúde, as vacinas precisam estimular o sistema imunológico — também chamado de sistema imunitário ou imune — a produzir anticorpos, um tipo de proteína, agentes de defesa que atuam contra os micróbios que provocam doenças infecciosas.

 

O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, o que inclui a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos sob-rigoroso protocolo de procedimentos éticos, até o processo de avaliação de resultados pelas agências reguladoras governamentais.

No Brasil, o órgão responsável pela avaliação dos resultados de segurança e eficácia de uma vacina e seu registro é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa, por meio da Resolução (RDC) n. 55, de 16 de dezembro de 2010, estabelece os requisitos mínimos para o registro de produtos biológicos, entre eles as vacinas. As fases de desenvolvimento exigidas

por essa RDC são semelhantes às exigidas pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). São elas:

  • Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
  • Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
  • Fase clínica: Segundo a Agência de Medicina Europeia (EMA), um estudo ou ensaio clínico é “Qualquer investigação em seres humanos, objetivando descobrir ou verificar os efeitos farmacodinâmicos, farmacológicos, clínicos e/ou outros efeitos de produto(s) e/ou identificar reações adversas ao(s) produto(s) em investigação, com o objetivo de averiguar sua segurança e/ou eficácia”.

Esta etapa é dividida em outras três:

  • Fase 1: É a primeira avaliação do produto e tem como

objetivo principal analisar a segurança e se induz alguma

resposta imunológica. O grupo de voluntários costuma ser

pequeno, de 20 a 80 pessoas — em geral, adultos saudáveis.

  • Fase 2: Nesse momento, o objetivo é avaliar a eficácia e

obter informações mais detalhadas sobre a segurança. O

número de pacientes que participa é de algumas centenas.

  • Fase 3: Aqui, o objetivo é avaliar a eficácia e a segurança no público-alvo, aquele ao qual se destina a vacina, ou seja, se ela realmente protege da doença. O número de voluntários aumenta, chegando a milhares.
  • Fase 4: Após a aprovação pela Anvisa, o laboratório obtém o registro que o autoriza a produzir e distribuir a vacina em todo o território nacional. Como os estudos clínicos são realizados com um número de pessoas inferior ao que receberá a vacina, o laboratório continua acompanhando os resultados, a exemplo do que ocorre com outros medicamentos. O objetivo é monitorar a ocorrência dos eventos adversos.

A IMUNOTERAPIA com alérgenos, também chamada de vacina para alergia, é uma forma de tratamento utilizada há mais de 50 anos com o objetivo de diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. O tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável ( 1 a 3 anos). A imunoterrapia induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica.

Essas fases são conduzidas pelo laboratório fabricante e os resultados,quando demonstradas a eficácia e segurança da vacina, passam a integrar um dossiê que é encaminhado para a apreciação da Anvisa.

Todo esse cuidado é para garantir que o melhor produto seja

disponibilizado à população, possibilitando, assim,a prevenção, o controle e até mesmo a erradicação de doenças, caso das vacinas contra varíola e poliomielite.

Os cinco “CERTOS” da vacinação

  • Cuidados a serem observados pelo vacinador:

-Paciente Certo: confirmar o nome do paciente para evitar a

aplicação em pessoa errada.

-Vacina Certa: conferir pelo menos três vezes qual vacina deve ser preparada para administração.

Momento Certo: analisar cuidadosamente a carteira de vacinação para ter certeza de que é o momento correto para administrar determinada vacina.

-Dose Certa: administrar a dose correta. O cuidado deve ser

redobrado quando a apresentação da vacina for multidose.

– Preparo e Administração Certos: preparar a vacina de acordo com sua apresentação. Exemplos: diluir o pó da vacina com o conteúdo inteiro do diluente; não agitar a vacina com força após a diluição; aspirar todo o conteúdo, quando a vacina for monodose, e a dose correta quando esta for multidose; utilizar a agulha correta e escolher a melhor área para a aplicação da vacina — se subcutânea ou intramuscular, na perna ou no braço.

  • O paciente deve observar se:

– As vacinas estão armazenadas em refrigeradores adequados.

-Os refrigeradores possuem controle de temperatura.

-A temperatura dos refrigeradores está entre +2°C e +8°C.

-As vacinas são retiradas dos refrigeradores apenas no momento

do preparo para administração.

-A caixa da vacina está lacrada.

-A vacina que será administrada é a vacina que deve ser aplicada.

-A vacina está dentro da validade.

-A vacina está sendo preparada no exato momento de sua

administração.

-A agulha e seringa são descartáveis.

-As seguintes informações foram registradas em sua carteira de

vacinação: nome e lote da vacina; data de aplicação e data de

retorno, quando houver necessidade de mais doses ou reforços.

-As orientações sobre possíveis eventos adversos foram

informadas.

Bibliografia:

Imunização: tudo o que você sempre quis saber / Organização Isabella

Ballalai, Flavia Bravo. – Rio de Janeiro: RMCOM, 2016

ISBN 978-85-68938-00-3

  1. Imunização. 2. Vacinas. 3. Prevenção de doenças. 4. Medicina

preventiva. I. Ballalai, Isabella. II. Bravo, Flavia. III. Título       

                                                                                                              Veja O Nosso Site:

http://www.centrodevacinasuberlandia.com.br/

 

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